Google Ads restringe intermediários de automação e muda regra de acesso

Google Ads restringe intermediários de automação e muda regra de acesso

O que houve

O Google mudou as regras para ferramentas que automatizam anúncios. Desde a atualização de 31 de agosto, a política proíbe serviços de terceiros que apenas repassem ou reempacotem as funções da API do Google Ads, a conexão usada por programas para operar a plataforma.

Não é uma proibição de toda automação. A política mantém exceções para ferramentas internas de uma única agência ou anunciante e para programas de código aberto que o usuário baixa e conecta com credenciais próprias.

Em 9 de setembro, o Google também descontinuou o token de desenvolvedor, a chave que identificava o acesso técnico. Agora, o nível de acesso depende do projeto no Google Cloud que gera as credenciais de autorização. No dia 10, o Google encerrou automaticamente os pedidos pendentes de acesso básico e tornou obrigatória a verificação de marca.

O que muda no Brasil

Vale no Brasil. A política é global e não há recorte por país. Ela alcança integrações com o Google Ads, inclusive as usadas por meio de ferramentas contratadas.

As mudanças descritas já aconteceram. A fonte não informa um prazo adicional de adaptação nem o custo para adequar cada ferramenta.

Por que isso importa pra você

Se sua empresa usa automação para operar anúncios, o ponto é descobrir como essa ferramenta se conecta ao Google Ads. A restrição atinge, entre outros casos, intermediários compartilhados que encaminham ações de vários negócios independentes ou escondem a origem das ações automatizadas.

Na prática:

A mudança no acesso coloca o projeto do Google Cloud no centro da identificação de cada integração. O Google informa que sua equipe de conformidade já está revisando integrações existentes.

Ter credenciais próprias não dispensa a revisão da ferramenta: a proibição também trata do que o serviço intermediário faz, não apenas de quem é a credencial.

O que fazer agora

Faça um levantamento nesta semana:

  1. Liste as ferramentas que operam seus anúncios, incluindo n8n, Make, painéis próprios e serviços de terceiros, se você os utiliza.
  2. Peça ao responsável por cada integração que identifique o projeto do Google Cloud e confirme se ele atende apenas sua empresa ou vários clientes independentes.
  3. Verifique se existe um serviço intermediário apenas repassando as funções do Google Ads. Se houver enquadramento na proibição, organize a adequação, incluindo projeto e autorização próprios por entidade, sem manter a camada proibida.
  4. Confira quem tem os papéis de proprietário e editor no projeto do Google Cloud. Os avisos obrigatórios passam a chegar por esses responsáveis.

Se havia um pedido de acesso básico pendente, refaça pelo Cloud Console, o painel de administração do Google Cloud, e cumpra a verificação de marca. Se você vende essas integrações, atualize também propostas e contratos que ainda mencionam o token de desenvolvedor.

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